7 de Abril: futebol como instrumento de transformação social e além dos 90 minutos

7 de Abril: futebol como instrumento de transformação social e além dos 90 minutos

Maio 4, 2018 0 Por setedeabril

Único clube presidido por uma mulher atualmente no Rio tem histórico de trabalhos sociais

O 7 de Abril é o caçula dos clubes na Série B2 do Campeonato Carioca. Apesar de ter sido fundado em 2005, o clube se profissionalizou há apenas um ano e, logo de cara, conquistou o acesso na Série C. Porém, muito antes de entrar em campo em partidas oficiais, a Zona Oeste já contava com os trabalhos da instituição. Tendo o esporte como instrumento de transformação social, o Cação Vermelho tem diversos projetos ao longo de sua trajetória. E é o que explica a presidente Angelica Rufino:

– A instituição foi criada para dar amparo à crianças, adolescentes e idosos. Tivemos o projeto “Pé na bola, cabeça na escola”, onde trabalhamos com crianças de 6 a jovens com 18 anos em situação de vulnerabilidade na Zona Oeste. Criamos também o “Bola, batom e cidadania” para atender o público feminino, com o intuito de resgatar as meninas que estavam fora da escola por conta de gravidez precoce e outros problemas sociais – diz Angelica, que completa:

– Como nosso nome já diz, buscamos integrar as gerações com o trabalho desenvolvido. Por isso, também montamos o Espaço Cuidar, que tem como finalidade a formação de cuidadores para dar qualidade de vida aos idosos no seio familiar – afirma.

Antes da profissionalização, o 7 de Abril disputou por anos o Amador da Capital nas categorias de base. Angelica Rufino destaca que isso serviu como experiência para entrar nas competições da FERJ contra clubes tradicionais do Estado, frisando as etapas do trabalho desde a entrada no projeto social com seis anos de idade:

– No futebol, houve um reflexo muito grande nos campeonatos disputados com as crianças e jovens. Isso fez com que adquiríssemos maturidade para poder competir oficialmente na Federação. Foi o alicerce para a profissionalização do clube. O 7 de Abril surgiu para dar vez e voz para aqueles que, do projeto social, não conseguem adentrar nos clubes profissionais da região. O nosso time é o escoamento de jovens talentosos que não tiveram chances. Entrando no projeto com seis anos de idade, a criança tem a garantia de passar por todas as categorias até chegar na equipe principal – explica.

Em sua filosofia de trabalho, o 7 de Abril busca formar cidadãos de bem para que problemas que assolam a nossa sociedade, como as drogas e a criminalidade em geral, passem cada vez mais distante. E o cumprimento de regras que são aprendidas dentro de campo são lições que devem ser levadas para o resto da vida fora dele.

– O trabalho desenvolvido no projeto social é fundamental porque conseguimos embutir novos valores nas crianças. E temos uma ferramenta poderosa, o futebol, como fator de transformação social. Neste caso, a gente com o campo, uma bola e duas traves, conseguimos prender a atenção de diversas crianças. Isso nos permite conseguir formar o caráter delas numa faixa de idade primordial, tornando mais difícil a entrada no caminho da criminalidade. E aos que já adentraram, tem a possibilidade de sair pois enxergam o esporte como um caminho para mudança de vida. Caminho em que as regras devem ser obedecidas. Com isso, a gente consegue mostrar que o bem é o melhor lado – encerra Angelica Rufino.

Assessoria de imprensa